Cheguei em Muscat numa noite de sexta-feira, e fui direto para o hotel. A cidade, que é banhada pelo Oceano Índico, é cercada por uma série de montanhas escarpadas, que a separam em várias áreas diferentes. Meu hotel ficava numa área chamada Ruwi, afastada da costa, e é uma espécie de “Mini-Índia”, pois é ali onde moram a maioria dos imigrantes hindus e paquistaneses. A mesquita de Sultan Al-Qaboos e a rodoviária da cidade, com ônibus para todo o país e Dubai, estão localizados em uma das principais ruas dessa região da cidade.


Na manhã seguinte, fui fazer um passeio na área chamada Muttrah, a apenas 10 minutos de táxi ou vã de Ruwi. Ali fiz uma boa uma caminhada ao longo de sua atraente corniche (avenida beira-mar). É no pier de Muttrah que os navios de cruzeiro, que vêm a Muscat o ano inteiro, ficam atracados. Uma das principais atrações de Muttrah, além da corniche, é o famoso bazar, onde compra-se de tudo, desde lembranças típicas, como incenso, a panelas e roupas.


Continuei caminhando ao longo da corniche, e da avenida que leva à Antiga Muscat. Após a caminhada de mais de três quilômetros, eu havia chegado à área mais antiga da capital, e me senti numa viagem ao passado.


Ao contrário Ruwi e Muttrah, a Antiga Muscat é como uma pequena cidade que parou no tempo. Você vai ver crianças jogando futebol e idosos batendo papo nos gramados do bairro. Nessa região o número de carros também é menor que nas outras partes da cidade. E é também aqui que o Sultão Al Qaboos construiu seu palácio nos anos 70 – uma construção muito colorida e moderna, com vistas ao Oceano Índico, e várias fortalezas ao redor. Falando em fortalezas, perguntei a um dos guardas no Forte Al-Mirani se era possível conhecê-lo por  dentro, mas infelizmente o forte é apenas acessível a membros do Governo ou chefes de Estados em visita oficial. Com certeza eles não o manteriam tão inacessível se não fosse algo especial!


Na Antiga Muscat, você também poderá visitar o Museu do Patrimônio Omani-Francês, localizado na antiga residência do cônsul francês Bait Faransa, e que celebra a amizade histórica entre os dois países. Existem documentos antigos, fotos registrando visitas recíprocas entre os países, e muitas das imagens exibidas dão um gostinho de como era a vida por aqui em tempos de outrora. No meu caminho de volta para Muttrah, para minha surpresa, um motorista de táxi me oferece uma corrida e se recusa a receber pagamento… Onde é que vou achar mais taxistas assim? 😀

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De volta a Muttrah, onde eu comecei minha caminhada, dei outra passadinha pelo bazar – sempre que vou a um país árabe, passo muito tempo nesses mercados! – e peguei outro táxi (desta vez pago!). Desta vez fui a Madinat Qaboos, uma área mais sofisticada, onde estão a maioria dos hotéis de luxo, embaixadas e, claro, algumas das famosas praias da cidade. Dei uma circulada por um dos shoppings dessa região, onde recarreguei as baterias com um bom forte cappuccino (me desculpem, mas o café tradicional turco, popular no mundo árabe, é raro aqui!), e fui para apreciar o pôr do sol na praia.


Andei outros três quilômetros, com uma brisa gostosa no rosto, e praticando um dos meus esportes favoritos: observar as pessoas. Adolescentes jogam futebol, garotas completamente cobertas praticando corrida, os homens de túnica andando ao lado de outros sem camisa. Foi uma experiência muito interessante. Até onde me lembro, foi o meu primeiro pôr do sol no Oceano Índico, e foi belíssimo.


Na volta ao hotel, passei pela recém-inaugurada, Royal Opera House Muscat, que é a única casa na península árabe dedicada exclusivamente à ópera e ao balé clássico. É, na verdade, a menina dos olhos do Sultão Al Qaboos, que é um grande apreciador destas artes.


Este foi um dia de muitas andanças, mas muito agradável. E, como uma criatura de hábitos que sou, acabei voltando a alguns desses pontos nos meus dias outros dias na cidade. E quanto repetia alguns desses locais, mais eu queria vê-los novamente. Logo, logo, inshallah!

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22 Responses

  1. Anonymous

    Bom dia Pedro,

    Adorei teu blog!!! Estou indo a OMÃ em agosto 2013. Você saberia me dizer se existe hotel economico em Muscat?

    Desde Já agradeço.

    Atenciosamente,

    Jorge Oliveira

    Responder
  2. Pedro

    Oi Jorge! Obrigado pela visita! Olha, Muscat é um destino caro, mas tem alguns hotéis mais econômicos. Costumo ficar no Hotel Ruwi, na região de mesmo nome, ótimo pra conexão de transporte público e táxis. Os quartos são muito espaçosos, tem wifi grátis e piscina. Outro hotel onde amigos já ficaram é o Delmon Hotel Apartments. Ambos estão no Booking.com. Outro hotel, acho que o mais barato da cidade, é o Nasseem, que fica me Muttrah, perto da Corniche e do Souk. Neste é só chegar e ver se tem apartamentos disponíveis. Se for a esse, peça um dos quartos recém reformados.

    Abraço, e volte sempre! 🙂

    Responder
    • Anonymous

      Bom dia pedro!

      Quem agradece sou eu!!!!! Obrigado pelas dicas, que com certeza farão toda diferença.
      Pena ser um país caro, pois aproveitei uma promoção da ETHIOPIAN AIRLINES, que não sei se um dia teria novamente.
      O fato é que ficarei 7 dias no país. Chamou-me atenção teu comentário da hospitalidade e segurança no país.

      Pedro, mais uma vez muito obrigado pelo retorno.

      Abraço,

      Jorge Oliveira

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  3. Analuiza (Espiando Pelo Mundo)

    Oi Pedro…

    Adorei caminhar com você, visitar o bazar… Nunca tinha considerado visitar Omâ, mas depois desse passeio aqui, acho que devo pensar mais cuidadosamente sobre isso. 🙂

    A história da carona do taxista não tem preço! Incrível! 🙂

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  4. Klecia

    Um lugar tão diferente dos destinos habituais, e que a gente vem aprendendo a admirar e querer descobrir cada vez um pouco mais. Eu tenho muita curiosidade de um dia conhecer por Omã, especialmente pelo choque cultural. Se voltar com metade das impressões belas que tive com tuas fotos, fico satisfeitíssima!

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  5. Rui Sousa

    Excelente post Pedro 🙂 Nunca visitámos Omã mas definitivamente ficámos com água na boca para colocar na nossa lista de viagens para este ano. As fotos ficaram espetaculares parabéns!

    Responder
    • Pedro

      Olá Rui, este post foi escrito após minha primeira visita. Depois disso voltei a Omã outras quatro vezes. É realmente um lugar fabuloso!

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  6. Paula Abud

    Seu post me fez recordar da minha leitura de Comer, Rezar, Amar quando conheci um pouco da cultura através da escritora e esse choque cultural é o máximo mesmo, adorei o post, seu passeio e a história do taxista com certeza vai ficar na memória. Muito legal!

    Responder
  7. Glauco

    Ola Pedro. Parabéns pelo blog.
    Realmente muito boas as dicas. Já anotei tudo e espero que sejam de grande valia nas minhas ferias por la.
    Mas queria lhe fazer uma pergunta: como faço para tirar o visto para Omã?
    Explico: Comprei um cruzeiro no site da MSC, na semana do Natal e ano novo, para os Emirados Árabes e Omã, mas a empresa não presta nenhum tipo de auxilio com esses tramites. Soube que existem uns sponsors para fazer isso, tanto em EAU e Omã, mas no meu caso, não tenho ainda o hotel onde vamos ficar hospedados e nem as passagens emitidas pela Emirates, muito menos os voucher do cruzeiro. Tudo isso fica por conta da MSC e só são emitidas 20 dias antes do embarque aqui de Brasília.
    Você teria alguma sugestão para esse meu problema? Posso solicitar os vistos por minha conta? Se sim, onde e como fazer isso?
    Espero que possa me ajudar,
    E mais uma vez, parabéns pelo blog.

    Responder
      • Glauco

        Nossa Pedro. Fácil mesmo. Visto já foi solicitado.
        E para os Emirados Árabes, tem alguma dica?
        Muito obrigado e parabéns pelo blog

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