Gente, agora uma pergunta. Quando você pensa na Suécia, o que vem primeiro à mente: o super quarteto Abba? Super carros da Volvo? Paisagens branquinhas, cobertas de neve? Gente alta loura, como que parente distante da Giselle Bündchen?

Bem, seja qual for sua resposta, a Suécia é isso e muito, muito mais.

A capital, Estocolmo, sempre esteve na minha lista de “cidades pra conhecer muito em breve”. Isso porque viajantes carimbados (e publicidade) sempre dizem que a cidade é uma das mais belas do mundo. Mas por vários motivos, tardou muito pra que a viagem se concretizasse – inclusive cheguei a comprar passagem pra lá há alguns anos, mas tive que cancelar a viagem na última hora. Agora, fico me perguntando como deixei que isso acontecesse!

Cheguei em Estocolmo uma manhã ensolarada mas ainda meio friozinha, após um voo que saiu de Londres às 6 da manhã, para descobrir que o hotel que havia reservado não poderia me acomodar, pois estavam com overbooking. Uma vez no meu novo hotel, e tendo perdido algumas horas com o drama do hotel, tive que repensar minha lista de “coisas que quero fazer e ver na capital sueca no pouco tempo que tenho”. Assim, fui direto ao famoso bairro histórico de Estocolmo, Gamla Stan, que ocupa uma ilhazinha inteira. É, sem a menor sombra de dúvida, uma das cidades medievais mais preservadas do mundo – e mesmo quem não tenha visto muitas cidades medievais, vai acabar concordando.

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Com vários becos e ruelas com passagens em forma de arco, foi muito gostoso me perder por aquelas ruelas estreitas, e acabar numa  pracinha rodeada por casas que pareciam ter saído de um  conto de fadas, ou então para ser “achado” por um gigante ruivo vestido de Viking, me convidando para posar para a foto em troca de umas coroas, a moeda local – sim, porque a Suécia, assim como a Dinamarca e o Reino Unido, não quis adotar o euro.

Na mesma área, você também vai encontrar o Palácio da Família Real Sueca. Com mais de 600 cômodos, é o maior palácio do mundo ainda usado por um chefe de estado, e está aberto aos visitantes. A entrada custa 100SEK (grátis pra quem tem o Stockholm Card), e você vai ver as salas de recepção com sua impressionante decoração dos séculos XVIII e XIX, a Câmara dos Estados com o trono de prata da rainha Kristina, Museu de Antiguidades Gustav III, e muitos trajes de época e armaduras. Para quem não sabe, uma moradora do palácio, ninguém menos que a rainha Silvia, fala português fluentemente, pois é filha de uma brasileira, e morou em São Paulo na sua infância. Volta e meia ela passa pela terrinha pra uma nova cirurgia plástica.

Mas bem, para encerrar a visita ao Palácio Real, não perca a mudança da guarda, que acontece às 12:00 diariamente no verão, e no inverno às quarta-feira, sábados e domingos. Não chega a ser tão grande como a de Londres, mas vale muito a pena ver!

Após o longo passeio pelas ruas de Gamla Stan e a visita ao Palácio, era hora pra um descanso. Parei num café pequeno, antigo como tudo por ali, com teto bem baixo e um ambiente acolhedor. Precisava de um pouco de cafeína e pedi  aquele cappuccino, e não podia deixar de saborear uma de suas apetitosas guloseimas que eram especialidade da casa. Optei por uma torta de blueberries, que com certeza levaria minha glicose às nuvens… Na verdade, nessa parte do mundo as tortas e os bolos são tão gostosos e elaborados, que dá vontade de comer só sobremesa no almoço e no jantar.

Uma vez descansado, era hora de ver Estocolmo de uma perspectiva diferente. A cidade é formada por várias ilhas, e uma das melhores maneiras de apreciá-la é em um passeio de barco.

E é da água que você melhor poderá admirar a bela arquitetura da cidade, que é formada por várias ilhotas ligadas por centenas de pontes. Era fim de tarde, e por do sol intensificava o bege, pastel e marrom dos edifícios e torres, que vistos da água, tornavam a paisagem digna de um quadro do Monet.

Há diversos tipos de passeios de barco disponíveis, mas uma boa opção é o serviço hop on hop off, que lhe dá viagens ilimitadas durante 24 horas e pode até mesmo ser combinado com serviço de ônibus.

Ao final do meu primeiro dia circulando pela cidade, cheguei à conclusão de que há tanto o que se ver e fazer na capital sueca, que um fim de semana apenas não seria suficiente. Então, como disse o Schwarzenegger, “I’ll be back!

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6 Comentários

  1. Pedro, que lindo, que paisagens românticas! Imagino que realmente deve de se ter muitas coisas a fazer na capital Sueca! Realmente pela fotos postadas é tudo muito bonito! Parabéns pela viagem! Um grande abraço!

  2. Oi Eliana, pois é, Estocolmo é realmente linda. Devo voltar lá mais pro final do ano, e com certeza vou escrever mais sobre a cidade. Obrigado pela visita.
    Abração!

  3. Olá Pedro,
    Muito obrigada pela sua visita lá no Viaje com a Flora. Não respondi antes porque estava viajando. Estive na Rússia e Finlândia em junho do ano passado. Seu blog é muito interessante. Sou doida para conhecer os países do Oriente, e a Suécia. Fico aguardando as suas impressôes sobre a Rússia. Abraços

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