Quando estava fechando o cruzeiro que fiz num dos navios da Crystal Cruises, o fato das Ilhas Faroé estarem incluídas numa das rotas foi crucial para minha decisão. Sim, passaríamos um dia inteiro em Klaskvík, que com seus 5 mil habitantes é a segunda maior cidade das Ilhas Faroé, aquele arquipélago no meio do Mar do Norte que pertence à Dinamarca. Bem, na verdade era um dia inteiro como se conta nos cruzeiros, de 9 da manhã às 6 da tarde. Além de trekking nas montanhas e passeios para ver baleias e papagaios-do-mar (puffins), eu não tinha ideia sobre o que visitar nas Ilhas Faroé. Muito menos em Klaskvík.

Mesmo assim, estava entusiasmado. O navio ancorou no porto, que fica a apenas um quilômetro da cidade, e quando saí na sacada do meu quarto, me deslumbrei com a paisagem. O tempo estava nublado, mas ajudava a dar o clima misterioso que a ilha inspirava. Ao meu redor, várias montanhas bem pitorescas, triangulares e com o topo plano. Muito verdes. De um lado, uns pequenos prédios de dois andares, ultra-modernos, e acima deles, pequenas cascatas. Quase mágico.


Corri – não literalmente – para pegar o ônibus que nos levaria ao centrinho de Klaskvík. As casas eram bem típicas da região, simples, em estilo caixotinho com teto de duas águas e coloridas. Muito parecidas com as da Islândia e interior da Noruega.
Desci do ônibus e não tinha muito o que se ver, em termos de monumentos. Vi umas cinco lojas, um mini supermercado, um mini posto de gasolina, um café. Apesar de ser alto verão, o tempo não colaborou e começou a cair uma chuvinha. Na verdade é raro um dia ensolarado por aqui. Quase entrei no café, mas quando vi o preço do cappuccino, fingi que tive uma crise de tosse e saí andando – às vezes nem dá pra ser tão esnobe assim. 😀

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TRANSFER DO AEROPORTO || VOOS BARATOS |

Mais adiante estava a pequena baía onde os pescadores atracam seus barcos e de onde saem os barquinhos que fazem excursões com turistas. A vista de lá também era linda. Em primeiro plano estavam as pequenas embarcações, e no fundo a outra parte da cidade, montanhosa, verdinha e com várias casas coloridas. Algumas delas com cores mais escuras, inclusive pequenos prédios marrons e pretos.

Passei um tempo por lá montando meu tripé, tirando fotos e fugindo do chuvisco que fazia o favor de ir e vir. Peguei um pequeno atalho que levava ao outro lado, andando ao lado da orla. Atravessei uma pequena ponte e cheguei ao outro lado. A rua era tranquila, o trânsito era praticamente inexistente. Tudo era bem diferente, mesmo. Encontrei alguns passageiros do navio por lá e fui procurando o pequeno museu do vilarejo da segunda maior cidade das Ilhas Faroé.
Tinha lido que era pequenininho mas que valia a pena. Mas quando vi que custava quase 20 euros para entrar, tive outra (falsa) crise de tosse e saí andando. Parei numa livraria que também tinha um café e onde vi várias pessoas entrando. Bem, na verdade era um salão de madeira com várias mesas, bastante rústico, mas e com um ambiente austero, autenticamente faroês. Pedi um café, que me custou os olhas da cara, mas que me ajudou a ficar aquecido.

Ao terminar meu café, conversei um pouco com a garota que trabalhava na livraria e comprei umas lembrancinhas. Quando disse que era brasileiro, ela comentou que um rapaz do vilarejo da cidade tinha se casado com uma carioca e a levou para morar lá. Mas em menos de um ano ela voltou para o Brasil. Será que não aguentou o clima? Ou foi saudades do sol e da loucura do Rio?
De lá, fui andando pelo mesmo trajeto para pegar o ônibus de volta ao navio. Mas antes, parei na igrejinha, típica em estilo “Norsk”, onde acontecia um casamento.
Apesar das poucas horas que passei por lá, senti que as pessoas eram simpáticas e nada frias. Ou talvez tive sorte de interagir com gente que era assim.
Voltando ao navio, parei a uns 500 metros para fotografar um pouco mais a paisagem e apreciar o fato de estar num lugar tão remoto e onde poucos se aventuram. Um motivo a mais para eu ficar mais um tempinho olhando ao meu redor, olhar aquelas cascatas à distância, umas naturais, outras artificiais.

Klaskvík me deixou com um gosto bom na boca que me fez ter vontade de voltar e conhecer mais das Ilhas Faroé. Sim, por que eu já sei o que fazer em Klaskvík. Mas o que visitar nas Ilhas Faroé como um todo são outros quinhentos! Algo a se descobrir. Numa próxima viagem, com certeza, e de preferência muito em breve.
E você, já pensou em conhecer as Ilhas Faroé? Qual é o lugar mais remoto que você conhece?

Adorei seu relato e suas fotos. Nunca tinha ouvido falar deste lugar, mas agora fiquei com muita vontade de conhecer! 😉
Oi Niki, pois é, eu também quero conhecer o país direito. Vi tão pouco que mal posso dizer que conheço. 🙁
As ilhas Faroé há muito que estão no meu horizonte. E cada vez mais embeiçado por elas. É uma questão também de oportunidade $$$ 🙂 Este post aguçou ainda mais o meu apetite pelo destino…
Que interessante! Admito que não é daqueles destinos que esteja dos meus planos (ainda que invariavelmente o considere interessante, tal como todos os lugares), mas este post despertou-me muita curiosidade!
Mas é assim mesmo, Ana. As Ilhas Faroé estão na lista de poucas pessoas, infelizmente – ou felizmente, já que isso mantêm o país mais autêntico.
Já pisco o olho às Faroe há algum tempo desde que li que podíamos tocar à campaínha do primeiro-ministro e pedir para falar com ele, será verdade ? Não sei…mas gostava de saber hehehe São locais que me fazem ter muita admiração por quem ali vive. Obrigado pelo post.
Que loucura esse lugar… a paisagem é muito pitoresca, os barcos, as casinhas, a montanha verde ao fundo… adorei! Confesso que não conhecia as Ilhas Faroé, mas agora entrou na lista.
Já tinha lido sobre estas ilhas e realmente parece ser um destino bem interessante. Gostava de explorar!
Tenho muita vontade de conhecer as Ilhas Faroé justamente por ser um lugar que a gente não tem muito ideia do que encontrar, bem pitoresco mesmo!
As fotos estão lindas, cenários belíssimos. Também não conheço muitos sobre as Ilhas Faroé e por completa ignorância, pergunto: como chegar às ilhas Faroé sem ser de cruzeiro?
Recentemente eu descobri esse destino e fiquei curiosa. Fui buscar algumas informações e acabei colocando ela na minha lista, mas a lista é tão grande que não sei quando vai acontecer. Mas gostei muito da ideia de fazer um cruzeiro para lá =D
Muito obrigada pela dica. 😉
Nossa, como eu não conheço nada! Nunca ouvi falar sobre as Ilhas Faroé, mas achei um lugar muito legal pra se explorar, bem caro também rsrs. Mas são destinos que valem a pena.
Que lugar fabuloso!